quarta-feira, 3 de junho de 2009

Pro bono

Bono, o vocalista dos U2 irrita-me um bocado (para não dizer bastante) e não é só por causa daqueles óculos escuros ridículos com que gosta de se apresentar em público. Embirro com aquela mania que tem de ser um grande benfeitor da humanidade, ele que é bilionário e vaidoso como poucos.
Tal como Bil Clinton e Bill Gates, outros dois grandes filantropos, Bono está sempre pronto para ajudar. Aung San Suu Kyi, a líder da oposição birmanesa, precisa de ajuda para se libertar da prisão? Lá aparece ele a dar o seu apoio. O México precisa de voltar a atrair os turistas assustados com a gripe A? Quem melhor do que Bono e os dois Bill(ionários) para vir pôr ordem nas coisas?
No entanto, tenho que o reconhecer, Bono é capaz de dizer coisas magníficas, como esta frase que não resisto a citar, até porque me reconheço inteiramente nela: «Estas melodias que ouço dentro de mim, são tão mais interessantes do que aquelas que consigo tocar.»
Diz também, como toda a razão: «Ser relevante é bem mais difícil do que ter sucesso.»

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