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O nome da banda (Destroyer) e o título do disco (Kaputt) dão a ideia de que vamos ouvir, no melhor dos casos, um rock abrasivo ou mesmo apocalíptico. Nada de mais errado. O disco dos Destroyer, ou melhor, de Dan Bejar (na foto de cima) é uma delícia pop, com grandes canções melódicas e luminosas, que foram procurar inspiração nos anos 80. É, em todos os casos, uma das minhas mais felizes descobertas dos dois últimos meses, a par de Space Is Only Noise, de Nicolas Jaar (na segunda foto). Com os seus ritmos «downtempo» e constantes surpresas sónicas, o álbum deste nova-iorquino de origem chilena (que confessa gostar de fado e morna cabo-verdiana), mergulha-nos numa atmosfera perturbadora e hipnótica propicia ao sonho e ao devaneio, a que apetece voltar amiúde. Custa a crer que o rapaz tem apenas vinte e um anos.
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