terça-feira, 26 de julho de 2011

As luzes de um verão


É Verão e o calor convida à sesta e ao amor. Irmãos e irmãs, cunhados e filhos vivem como se não houvesse amanhã. São belos, mas falta-lhes a todos alguma coisa. Por isso, mesmo quando estão alegres, cantam canções tristes.
Escrevo com os olhos ainda deliciados do filme que acabo de ver. Um filme vietnamita assinado por Tran Anh Hung: As Luzes de Um Verão (A la Verticale de l’Été, em francês). Trata-se de uma história familiar que gira em torno de três irmãs que vivem em Hanói. A mais nova vive com o irmão mais velho e está apaixonada por ele. Outra irmã está casada com um homem que tem um filho fora do casamento (mas, por sua vez, ela também tem um amante). A terceira, por seu turno, é casada com um escritor que se ausenta frequentemente e teme que ele a engane. São histórias de amor, portanto, e de desamor como o são quase todas, afinal. Aos meus olhos, porém, o mais importante do filme não é isso, pois neste filme, como noutros, as imagens são, para mim, mais importantes do que a história, porque me fazem sonhar e viajar por recordações e fantasias que são só minhas.
Como se diz neste belo filme, a tristeza não pode ser vencida. E na beleza de certas mulheres está tudo o que a vida é. Por isso, nos comove tanto.

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