terça-feira, 6 de setembro de 2011

Beirut


Há quem traga sobretudo fotografias das suas viagens, outros trazem carradas de compras. Zach Condon (que se esconde sob o nome Beirut) traz músicas e ideias para novos discos. Há muito que viaja para se inspirar e os seus discos revelam-se, eles próprios inspiradores, pelo menos aos meus ouvidos.
The Rip Tide, o seu novo álbum, chegou-me às mãos sob a forma de uma pen USB que me passou o meu amigo Luís Maio. Ouvi-o primeiro na TV e fiquei um pouco desapontado. Depois ouvi na aparelhagem e também não me convenceu completamente. Por fim, testei-o com os auscultadores e foi assim que realmente o descobri. As suas orquestrações são realmente convincentes e gosto também muito da sua muito subtil dimensão coral. Combinações tímbricas, equilíbrios instrumentais, pulsão rítmica e infusões vocais: tudo se conjuga na perfeição, o que é a marca de um talento musical genuíno e original.

Il y a des gens qui ramènent surtout des photos de leurs voyages, d’autres beaucoup de souvenirs. Zach Condon (qui se cache sous le nom Beirut) ramène de la musique et des idées pour de nouveaux disques. Il y a longtemps qu’il voyage pour s’inspirer e ses disques sont eux aussi, tout du moins à mes oreilles, très inspirateurs. Mon copain Luis Maio m’a donné son nouveau disque, The Rip Tide, sous la forme d’une pen USB. Quand je suis arrivé à la maison, je l’ai entendu à la télé. Je n’ai pas trop aimé. Plus tard, je l’ai entendu sur ma chaîne et je n’ai pas été tout à fait convaincu. Finalement, je l’ai entendu au casque et c’est ainsi que je l’ai découvert véritablement. La conjugaison et l’équilibre entre les divers instruments, la pulsion rythmique e les infusions chorales très subtiles: tout y est parfait et sont la marque d’un vrai et inovateur talent.

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