sexta-feira, 20 de julho de 2012

Da liberdade

Cioran dizia: «Sinto-me livre, mas sei que não o sou». Penso como ele. A liberdade é uma coisa muito relativa, sendo que há, como lembrava Camus, uma liberdade fundamental: a de pôr fim à vida. Mas mesmo nesse caso, a Natureza tudo fez para relativizar a nossa capacidade de escolha. O nosso medo da morte, a aversão ao nada, coloca-nos, a maioria das vezes, numa situação de verdadeira escravatura existencial. Dito isto, sobra muita liberdade para toda a gente, mas sobretudo para quem não tem escrúpulos e se está borrifando para os outros. Veja-se o caso dos ricos e poderosos, que se acham mais livres do que os outros, só porque passam a vida a roubá-los e a enganá-los à vontade.

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