quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Jardins interiores

Frescos romanos

Roma 2010 (gente)

Roma 2010 (janelas)

Roma 2010 (pedintes)


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Roma 2010 (graffitis)

Roma 2010 (graffitis)

Roma 2010






«On ne choisit pas ses lieux de prédilection, on est requis par eux».
Michel Onfray, Théorie du Voyage

Roma 2010


Acabo de passar uma semana em Roma. Logo no primeiro dia, aguardava-me uma surpresa: pensava que nunca tinha estado na «cidade eterna» e afinal é o cenário onde decorreram muitos dos meus sonhos. Os esmagadores monumentos que nunca consegui fotografar a dormir, estavam ali à minha espera!

Roma 2010



«Le voyageur nécessite moins une capacité théorique qu'une aptitude à la vision»
Michel Onfray, Théorie du Voyage

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A piada do dia

O presidente do Banco Espírito Santo, Ricardo Salgado, considera que a tributação sobre bónus e rendimentos variáveis de administradores e gestores pode levar a que “gente muito valiosa” abandone Portugal para trabalhar noutro país.
Que cambada!!!
Apetece acrescentar: «Boa viagem, que não fique cá nem um. E já agora que levem os seus "amigos" políticos com eles».

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Pensamento do dia

Edward Weston afirmava que a beleza é subversiva. Compreendo perfeitamente o que quer dizer. Contudo, actualmente, tendo a pensar que a beleza é capaz de ser mais uma forma de alienação. Nos dias que correm, a necessidade de afirmação da fealdade (ou da decadência, que é outra forma de fealdade) parece-me uma atitude mais revolucionária.

O Laço Branco



Numa pequena aldeia rural do Norte da Alemanha, nos primeiros anos do século XX, sucedem-se os acidentes e os mistérios. O médico da terra quase morre ao cair do cavalo, porque alguém lhe estendeu uma armadilha. Uma mulher morre porque o chão de uma velha fábrica abate. Crianças são chicoteadas por chegarem tarde a casa… Todos estes actos, e outros que não cito propositadamente, dão origem a vinganças terríveis e enigmas insolúveis.
O Laço Branco é uma longa meditação sobre a natureza humana e as regras em que assenta a nossa sociedade. Entre as muitas questões que o filme suscita, retive essencialmente esta: nascemos ruins, ou é a educação que recebemos que faz de nós monstros em potência? Se nascemos maus, como pretendem alguns, uma má educação não ajuda nada. Parece-me ser uma das conclusões possíveis deste filme admirável, todo filmado a preto e branco, onde há rostos inesquecíveis e inúmeras cenas de cortar à faca. Os grandes planos remetem para o cinema expressionista da época e a maneira como a paisagem é filmada dá vontade de mergulhar nela.
Poucos cineastas sabem usar tão bem o silêncio como Michael Haneke, um perfeccionista que, uma vez mais, conseguiu surpreender-me, fascinar-me e inquietar-me.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Diálogo caseiro

- O que é que estás a fazer?
- Estou a escrever disparates.
- Ah, estás no teu blogue!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Da infidelidade dos cisnes



Os cisnes sempre me fascinaram. Para além da sua elegância natural, há o simbolismo a eles associado e os mitos a seu respeito, como o do seu canto extremo. Por isso, só me podia atrair um artigo que li nas páginas de ciência do Diário de Notícias. Passo a reproduzir (com a devida vénia):

«Até os cisnes, espécie que por natureza tem um par para a vida, põem em causa a ideia da fidelidade eterna. Um casal destas aves está a intrigar os veterinários da reserva de Slimbridge, no condado de Gloucestershire, Inglaterra. É que depois de acasalarem juntos durante dois anos, regressaram este ano da migração de Inverno com novos parceiros. Situação que, pela raridade, está a despertar curiosidade.
Ao que os responsáveis da reserva britânica explicaram à BBC, esta é apenas a segunda vez, em mais de quatro décadas, que um "divórcio" como este foi registado entre os mais de quatro mil casais de cisnes que, ao longo desse tempo, foram passando pela reserva. É também por isso que os cientistas descrevem esta situação como algo "bizarro".
As primeiras suspeitas de que algo não estaria a obedecer à norma natural surgiu quando o cisne macho, Sarindi, regressou da sua migração anual para o Árctico russo sem a parceira que tinha há dois anos, Saruni. Ao invés, com ele chegou uma nova fêmea, que os veterinários logo baptizaram de Sarind.
Confrontados com este facto, os responsáveis da reserva de Slimbridge acreditaram que Saruni teria morrido durante a migração. Isto tendo em conta que os casos de cisnes que encontram novos parceiros após a morte do anterior não são raros. No entanto, e contrariando as conclusões iniciais, poucos dias depois foi a vez da fêmea Saruni chegar ao santuário. Também ela trazendo consigo um novo macho, baptizado de Surune.
Ao longo de vários dias, os veterinários e investigadores foram observando os dois casais e chegaram à conclusão que a relação entre Sarindi e Saruni tinha mesmo terminado, dando lugar a uma nova relação. De tal forma que, segundo Julia Newth, investigadora de vida selvagem em Slimbridge, o ex-casal mostrou não reconhecer o anterior parceiro através de qualquer sinal de reconhecimento ou saudação. Isto apesar de estarem a ocupar a mesma parte de um pequeno lago da reserva.
Conforme explicou à BBC Julia Newth, esta situação surpreendeu por completo os funcionários da reserva, uma vez que os cisnes tendem a manter-se leais e a construir relacionamentos para a vida inteira. "Enquanto ambos estiverem vivos a tendência é que se mantenham juntos", adiantou esta investigadora, salientando que "se eles mudam de parceiros, isso normalmente é uma consequência da morte de um deles e não por escolha própria".
Para já os responsáveis da reserva e os veterinários preferem não estabelecer uma qualquer razão concreta para o fim deste relacionamento. No entanto, quando questionada, Julia Newth admite que uma possível explicação para esta rara separação poderá estar relacionada com uma "incapacidade de reprodução de um dos parceiros". Isto porque, acrescenta, "o casal já estava junto há dois anos, mas, até agora, nunca tiveram filhotes". Mas sublinha que "é difícil dizer com certeza a razão" concreta de um "divórcio" que está a intrigar os cientistas.»

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Pensamento do dia

Já em 1843, Feuerbach escrevia: «A nossa época prefere a imagem à coisa, a cópia ao original, a representação à realidade, o parecer ao ser».

sábado, 23 de janeiro de 2010

Pensamento do dia

Todos os dias viro uma página. Ou seria melhor dizer: todos os dias o mundo me arranca uma página?

Da arte

Uma fotografia não é arte. A não ser que esteja numa galeria ou num museu. O que é, evidentemente, absurdo.


Aliás, toda esta história é um disparate: não tenho o mínimo respeito por esses «iluminados» que decidem o que é arte ou não.

Cada vez mais, a arte é uma «reserva» de (e para) supostas elites.

Aquilo a que se convencionou chamar arte é (e sempre foi) uma forma de religião. Os críticos (e nessa categoria englobo curadores e congéneres) são uma espécie de padres: só um certo tipo de «fé» muito particular, permite que se acredite neles.

Só há uma arte: a arte de viver!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Do olhar



Susan Sontag afirmou um dia: «Tudo se torna belo, ou pelo menos interessante, se lhe aplicarmos um olhar suficientemente exercitado».

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