Adoro!
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
John Wayne
A foto que aqui vês não é a foto que eu vejo. E a foto que agora vejo não é a foto que vi no momento em que a tirei.
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Parque Mayer
domingo, 10 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Pensamento crepuscular
Há coisas que nunca conseguiremos ver, coisas que nunca conseguiremos pensar. São essas que me perseguem, são essas que devo procurar.
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Pensamentos
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Garden party
Há cobras e lagartos, gatos e lobos, rãs, peixes, lagostas, abelhas e sei lá que mais. Todos têm assinatura de Rafael Bordallo Pinheiro e encontram-se nos jardins do Museu da Cidade, graças a um projecto de Joana Vasconcelos. O local já era bonito e mágico, com árvores espantosas, pavões espectaculares e flores por todo o lado, mas esta exposição temporária (infelizmente não vai lá ficar para sempre, pelo que me disseram) dá vontade de regressar depressa, especialmente na companhia de crianças.
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Joana Vasconcelos,
Museu da Cidade
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Troubadour
Comprei, finalmente, o novo disco da Lula Pena, Troubadour. Há anos que estava à espera dele. Na verdade, desde que ouvi Phados, já lá vai uma década. Esta obra de estreia tinha-me encantado. Finalmente alguém abordava o fado sem complexos de nenhum tipo, com a naturalidade de quem não corre atrás da fama ou do dinheiro, mas apenas de uma exigência interior.
Anti-vedeta por natureza, Lula Pena sabe que a única tarefa verdadeiramente urgente é amar, e fazer-se amar. A música para ela não é uma profissão, antes uma respiração ontológica, um veneno criativo que se alimenta de melodias e palavras. Digam o que disserem, considero-a a mais lírica e livre das portuguesas, a mais improvável e legítima herdeira de Amália Rodrigues (com quem, de resto, se parece fisicamente). Não da Amália diva, nem da Amália depressiva, mas da Amália habitada pela coragem e melancolia do povo que criou a palavra saudade.
Anti-vedeta por natureza, Lula Pena sabe que a única tarefa verdadeiramente urgente é amar, e fazer-se amar. A música para ela não é uma profissão, antes uma respiração ontológica, um veneno criativo que se alimenta de melodias e palavras. Digam o que disserem, considero-a a mais lírica e livre das portuguesas, a mais improvável e legítima herdeira de Amália Rodrigues (com quem, de resto, se parece fisicamente). Não da Amália diva, nem da Amália depressiva, mas da Amália habitada pela coragem e melancolia do povo que criou a palavra saudade.
As canções de Troubadour não têm título e prolongam-se livremente por sete actos (como no teatro), pois o disco é uma espécie de narrativa confessional, encantada e encantadora. Gravado em solo absoluto, é também um álbum visceral e intimista. Umbilical.
Sim, adoro a sua guitarra lânguida e a sua voz nocturna e hermafrodita, que ouço como me ouço pensar. Obrigado Lula Pena, valeu a pena esperar.
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Troubadour
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Antequera
Nos arredores de Antequera encontram-se também vários dolmens (talvez dos mais importantes da Europa), assim como o Torqual, uma zona na Serra que alberga milhões de rochas moldadas pela erosão, sobre as quais já falei noutra altura.
Há uma última razão para que nunca mais esqueça Antequera: a fascinante montanha em forma de perfil humano que via da janela do meu quarto de hotel.
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Maomé
Ao ler um texto esquecido de Swift, deparo com esta história deliciosa, que resumo por palavras minhas:
quando Maomé foi para o céu, propuseram-lhe carroças de fogo, cavalos alados, liteiras carregadas por anjos. Ele recusou isso tudo, preferindo ir no seu burro.
O que me traz à memória, uma frase que o mesmo autor escreveu um dia, presumo que pensando em políticos muito semelhantes aos que temos hoje: «Não é preciso ser muito arguto, para descobrir sob a pele do leão, um burro amedrontado» (cito de memória).
quando Maomé foi para o céu, propuseram-lhe carroças de fogo, cavalos alados, liteiras carregadas por anjos. Ele recusou isso tudo, preferindo ir no seu burro.
O que me traz à memória, uma frase que o mesmo autor escreveu um dia, presumo que pensando em políticos muito semelhantes aos que temos hoje: «Não é preciso ser muito arguto, para descobrir sob a pele do leão, um burro amedrontado» (cito de memória).
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Maomé
Sonho andaluz
A família está toda reunida, num restaurante que não conheço. No meio da confusão, apercebo-me que um dos meus sobrinhos está a chorar. Chamo-o à parte, para conversarmos, e ele explica-me porque gosta de uns primos e de outros não. Nessa altura, chega uma miúda da idade dele para o desafiar a ir brincar e ele responde, muito sério: «Não vês que estou a falar com o meu tio?».
Algumas pessoas ouvem esta réplica e aplaudem, o que deixa o meu sobrinho envergonhado.
Decido, então, convidar os miúdos todos a ir a minha casa, para ver um DVD. Mal entramos, contudo, deparo com a Ana Soromenho (uma ex-colega do Expresso) a chorar. «O meu irmão morreu», diz ela apontando para a casa de banho e, com efeito, está um cadáver na minha banheira.
Em estado de choque, digo à Raquel: «Leva imediatamente as crianças daqui para fora». Mas antes que ela tenha tempo de reagir, acordo.
Algumas pessoas ouvem esta réplica e aplaudem, o que deixa o meu sobrinho envergonhado.
Decido, então, convidar os miúdos todos a ir a minha casa, para ver um DVD. Mal entramos, contudo, deparo com a Ana Soromenho (uma ex-colega do Expresso) a chorar. «O meu irmão morreu», diz ela apontando para a casa de banho e, com efeito, está um cadáver na minha banheira.
Em estado de choque, digo à Raquel: «Leva imediatamente as crianças daqui para fora». Mas antes que ela tenha tempo de reagir, acordo.
Algeciras, 4 de Setembro de 2010
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Sonho
domingo, 19 de setembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Ronda
Para além das praias da Costa de la Luz e de Granada, um dos nossos objectivos principais era visitar Ronda que nenhum de nós conhecia. Em boa verdade, no nosso périplo, vimos cidades mais bonitas, mas não há em Espanha muitos lugares mais espectaculares do que a enorme falha que divide Ronda ao meio.
Como se sabe, a cidade está assente sobre uma meseta rochosa dividida em duas partes por um precipício conhecido como El Tajo de Ronda (penhasco de Ronda), por onde passa o rio Guadalevin. Lá de cima da ponte, a vista é brutal.
Principalmente na zona antiga, conhecida como La Ciudad, Ronda tem alguns monumentos dignos de uma visita, como, por exemplo, a Igreja Matriz, o Palácio de Mondragón, o Palácio do Marquês de Salvatierra, a Casa del Rey Moro e a casa do Gigante. Mas o mais interessante em Ronda é perder-se nas ruelas, onde nos aguardam gratas surpresas, e apreciar as vistas panorâmicas, nos seus vários miradores.
Diz-se que a praça de touros de Ronda é uma das maiores e mais antigas do mundo, sendo um dos locais onde nasceram as toradas. Mas era preciso pagar para a visitar e não estivemos para isso.
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Ronda
Torqual
Um dos sítios mais espectaculares omde estivemos, no nosso périplo andaluz, foi no Torqual, nos arredores de Antequera. Um local mágico, no meio da montanha, onde a lenta e prolongada erosão provocada pela água, o gelo e o vento talharam nas rochas formas caprichosas, «dramáticas», como se pode ver nas fotografias.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
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