quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Ionesco

Ionesco: «Se Deus existe, para que serve a literatura? Se Deus não existe, para quê fazer literatura?».

Samuel Beckett

Arrabal: «Quando conheci Samuel Beckett ainda estava no sanatório. Mas ele já tinha sido mutilado de um pulmão. Uma noite, um daqueles sem-abrigo do metro, talvez meio-bêbado, tinha-o apunhalado. Alguns dias depois, Beckett foi à prisão visitar o seu agressor e perguntou-lhe porque tinha feito aquilo. O sem-abrigo, depois de uma longa pausa, quase como se também estivesse à espera de Godot, respondeu-lhe como uma personagem beckettiana: "Sei lá eu!"».

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Dos sonhos

Por vezes, penso que só nos sonhos estou verdadeiramente acordado.

Da indiferença

Não há muita coisa na vida a que eu seja indiferente, pois tudo no mundo me interessa. Se há algo a que eu sou indiferente, é ao que a generalidade das pessoas pensa de mim. Só me importa verdadeiramente a opinião daqueles que amo (e aí incluo os meus amigos). Não uso, no entanto, esta indiferença como uma carapaça ou uma armadura. Uso-a como uma arma. A minha indiferença para com os outros não é passiva, mas activa. Que quero dizer com isto? Que não volto costas a ninguém. Olho nos olhos, mesmo aqueles que não me interessam. Nunca se sabe quem te vai surpreender.

A verdadeira vida

Don DeLillo em Ponto Ómega: «A verdadeira vida não é redutível a palavras, faladas ou escritas, seja por quem for, nunca. A verdadeira vida tem lugar quando estamos sozinhos, a meditar, a sentir, perdidos nas nossas memórias, a vasculhar sonhadoramente no nosso inconsciente...»

Arquivo do blogue