Mostrar mensagens com a etiqueta Tarefas infinitas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tarefas infinitas. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Tarefas infinitas

Ainda a propósito das exposição Tarefas Infinitas, apetece-me acrescentar: Um livro não é um mero objeto. É, com frequência, uma porta aberta para outra dimensão. Quando se mergulha num livro, tudo pode acontecer. Podemos até ser rejeitados. Ou tão completamente aspirados, que o nosso mundo habitual desaparece. Ou se expande, como o universo. Por isso se diz que um livro pode ser infinito. Mas atenção, também há livros que não passam de um amontoado de papel. O comissário desta exposição, escolheu livros que são obras de arte e também obras de arte que se podem ler como um livro. Também lá encontramos pinturas, fotografias, filmes e instalações. Diz Paulo Pires do Vale: «Esta exposição não é de livros e muito menos de livros de artista». E acrescenta que é «como um ensaio porque não propõe conclusões, nem fecha um debate». Parece evidente que, com esta exposição, Paulo Pires quis ensaiar coisas. Ensaiar, por exemplo, pôr em cena o seu amor pelos livros. Ou por certos livros, se preferirem. Quis confrontar-se com uma ideia, abrir novas pistas a si próprio e aos outros. Pensar e pôr-nos a pensar na nossa relação com os livros, com a arte, com o pensamento. Não tenho visto muitas exposições que me dessem tanta vontade de voltar a vê-las.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Tarefas infinitas

Está neste momento na Gulbenkian (e aí permanecerá até 21 de Outubro), uma exposição que recomendo. Intitula-se Tarefas Infinitas e tem como subtítulo «Quando a arte e o livro se ilimitam».Gostei do que vi e também dos textos do comissário da exposição, Paulo Pires do Vale que, a certa altura escreve: «… o livro abre uma obscuridade essencial. A dos novos começos». Numa outra ocasião tem esta outra expressão muito feliz: «Entre as mãos abre-se uma fenda.» E é assim mesmo, é como ele diz: «As leituras cruzam-se criando novos sentidos. Abrem-se estadas, propõem-se passeios e deambulações. O livro exige de nós tempo». Por fim, Paulo Pires assevera com grande convicção: «Os livros são perigosos: ateiam-nos fogo.» Nem todos, acrescentaria eu, só os que valem a pena. E o mesmo se pode dizer das exposições: algumas ardem e ficam a arder em nós.

Arquivo do blogue