Seja aqui em Lisboa, em Toronto, em Tóquio, Pequim ou Tavira, as pessoas fascinam-me. Todas sem excepção excitam a minha curiosidade, mas quanto mais estranhas são, mais eu gostaria de as interpelar para conhecer sua história. Desde há algum tempo, habituei-me a fotografar algumas das pessoas que se atravessam no meu caminho, como se assim pudesse trazê-las para casa a fim de as interrogar. Olhando para as suas fotos, pergunto a mim mesmo: que se esconde por detrás deste rosto? Como foi a sua infância? Alguém lhe quer bem? Alguém lhe quer mal? Porquê? Como vai morrer? Que pensaria de mim se soubesse o que me vai na cabeça? Por vezes, invento histórias a partir de gente que fotografo à socapa. Imagino-lhes um passado, um presente e até um futuro. Será isto condenável? Em todo o caso, faço-o desde que sou criança. E houve mesmo um tempo em que cheguei a pensar que Deus tinha criado as pessoas apenas para meu entretenimento. Vivo mergulhado em ficções e sonhos. A realidade interessa-me cada vez menos. Mas claro, a sua vingança será terrível.
Mostrar mensagens com a etiqueta Das pessoas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Das pessoas. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 28 de julho de 2009
Das pessoas
Seja aqui em Lisboa, em Toronto, em Tóquio, Pequim ou Tavira, as pessoas fascinam-me. Todas sem excepção excitam a minha curiosidade, mas quanto mais estranhas são, mais eu gostaria de as interpelar para conhecer sua história. Desde há algum tempo, habituei-me a fotografar algumas das pessoas que se atravessam no meu caminho, como se assim pudesse trazê-las para casa a fim de as interrogar. Olhando para as suas fotos, pergunto a mim mesmo: que se esconde por detrás deste rosto? Como foi a sua infância? Alguém lhe quer bem? Alguém lhe quer mal? Porquê? Como vai morrer? Que pensaria de mim se soubesse o que me vai na cabeça? Por vezes, invento histórias a partir de gente que fotografo à socapa. Imagino-lhes um passado, um presente e até um futuro. Será isto condenável? Em todo o caso, faço-o desde que sou criança. E houve mesmo um tempo em que cheguei a pensar que Deus tinha criado as pessoas apenas para meu entretenimento. Vivo mergulhado em ficções e sonhos. A realidade interessa-me cada vez menos. Mas claro, a sua vingança será terrível.
Etiquetas:
Das pessoas
Subscrever:
Mensagens (Atom)