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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Da arte

Hoje em dia, só vejo artistas à minha volta. Pintores, músicos, escritores, poetas... toda a gente tem algo a dizer, e é assim que deve ser. O problema é que não há ninguém para verdadeiramente ouvir os outros; está toda a gente demasiado ocupada com a sua própria «inteligência» e criatividade. Preocupada, não tanto em dar-lhe bom uso, mas acima de tudo em proclamá-la aos quatro ventos. Acresce a isto que a simplicidade é muito mal vista, tal como a clareza, o que me parece um absoluto disparate. Não é certamente por acaso que a maior parte dos autores que me dizem alguma coisa estão mortos. Ou será que, muito simplesmente, já ultrapassei o prazo de validade?

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Da arte


A arte transforma o passado em futuro.

sábado, 2 de julho de 2011

Da arte

Fragmento de uma entrevista de Woody Allen ao diário francês Le Monde: «... não creio que a arte seja uma resposta para nada. Para mim, a arte é um catolicismo intelectual. Os católicos pensam “bom, há uma vida depois da morte, há um paraíso, viverei no além”. O artista pensa: “a minha obra sobreviverá”; o espectador pensa: “esta obra é eterna”. Mas, no fim de contas, isto não quer dizer nada, porque o artista morre e, tanto quanto sei, os católicos não conhecerão verdadeiramente uma outra vida. O único serviço que os artistas podem prestar, é pouca coisa: é uma distracção. Vivemos num mundo terrível mas, quando entramos numa sala de concertos, numa ópera, num museu, num cinema; quando apreciamos uma tela de Cézanne, ou ouvimos Mozart, esquecemos o que se passa lá fora. Quando regressamos à vida real, é terrível, mas, pelo menos, durante uma hora ou duas, sentimo-nos bem; ajuda um pouco, como um copo de água fresca.»

sábado, 23 de janeiro de 2010

Da arte

Uma fotografia não é arte. A não ser que esteja numa galeria ou num museu. O que é, evidentemente, absurdo.


Aliás, toda esta história é um disparate: não tenho o mínimo respeito por esses «iluminados» que decidem o que é arte ou não.

Cada vez mais, a arte é uma «reserva» de (e para) supostas elites.

Aquilo a que se convencionou chamar arte é (e sempre foi) uma forma de religião. Os críticos (e nessa categoria englobo curadores e congéneres) são uma espécie de padres: só um certo tipo de «fé» muito particular, permite que se acredite neles.

Só há uma arte: a arte de viver!

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