No espelho que separa a realidade da ficção, não me (re)vejo.
Serei um morto-vivo?
Certo é que antes de eu a inventar, a minha vida não existia verdadeiramente.
Será a minha vida uma auto-ficção?
Em caso afirmativo (a hipótese não é totalmente descabida), porque teria ela um prazo de validade?
Que pensam (se é que dúvidas tão delirantes merecem reflexão) os meus habituais comentadores?
De qualquer modo, de uma coisa tenho eu a certeza: o meu mundo desaparecerá comigo. A vida é um mero parêntesis, numa frase que nunca chegarei a terminar.
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009
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