Mostrar mensagens com a etiqueta Da crise. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Da crise. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de junho de 2010

Da crise


É o New York Times quem o diz, na sua edição de ontem: «The easy money is not quite so easy any more».

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Da crise

Já o disse aqui, mas volto a repeti-lo: perdeu-se mais uma ocasião para mudar o estado das coisas. Aparentemente, ninguém aprendeu nada com a crise. Pelo que vejo nos telejornais e pelo que ouço nas ruas, está tudo à espera que a recessão passe, para voltar tudo à mesma. Na verdade, ninguém quer a mudança. É preciso coragem criatividade e coragem para mudar e cada vez há menos uma coisa e outra. Os portugueses estão como no tempo do fascismo: anestesiados e amedrontados. E como o medo é o mais poderoso dos estupefacientes, isto só ia lá com um remédio: uma dose cavalar de LSD para a população toda.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Da crise

Já em meados dos anos 90, o filósofo francês Gilles Deleuze afirmava: «O Estado mais centralizado não é de forma alguma senhor dos seus planos, pois ele também é experimentador, faz injecções não conseguindo prever o que quer que seja: os economistas do Estado declaram-se incapazes de prever o aumento de uma massa monetária». A política americana, por exemplo, «é inteiramente forçada a proceder por injecções empíricas, e nunca por programas infalíveis.» Na mesma altura, explicava também que o que carateriza a nossa situação está simultaneamente aquém e além do Estado, pois estão para além dos Estados nacionais, «o desenvolvimento do mercado mundial, a potência das multinacionais, o esboço de uma organização planetária e a extensão do capitalismo a todo o corpo social», que «formam uma grande máquina abstracta que sobrecodifica os fluxos monetários, industriais e tecnológicos». E dizia ainda: «Ao mesmo tempo, os meios de exploração, de controlo e de vigilância, tornam-se cada vez mais subtis e difusos», pelo que «o Estado já não dispõe dos meios políticos, institucionais ou mesmo financeiros que lhe permitiriam enfrentar os contragolpes sociais da máquina».
Ou seja, a menos de sermos capazes de inventar rapidamente «um novo tipo de revolução», estamos fodidos!

Arquivo do blogue