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domingo, 20 de junho de 2010
Ainda Saramago
Cesare Pavese viveu toda a vida amargurado por nunca ter conhecido um grande amor. Cioran morreu convencido de que o amor, tal como Deus, não passa de uma ficção. O que mais admiro em Saramago não é a sua obra, mas o facto de ter vivido um grande amor até ao fim. Não é dado a todos.
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Cioran,
José Saramago
terça-feira, 4 de maio de 2010
O ofício de viver
Releio O Ofício de Viver sem entusiasmo. Os problemas e os interesses de Cesare Pavese raramente coincidem com os meus. Mas como em todos os escritos íntimos, vou recolhendo pérolas de sabedoria, aqui e ali. Eis algumas:
«Agimos sempre no sentido do destino»
«A força da indiferença! – é ela que tem permitido às pedras permanecerem imutáveis durante milhões de anos.»
«Um bom começo seria modificar o nosso passado».
«Antes de nascer, estávamos todos mortos».
«Nunca esquecer que, por baixo de tudo, o homem está nu».
«Sofrer é sempre culpa nossa».
«… a vida é dor e o amor correspondido um analgésico, e quem desejaria acordar no meio de uma operação?»
«Se é verdade que nos habituamos à dor, como é que, com a passagem dos anos, sofremos cada vez mais?»
«E acima de tudo, ter presente que fazer poesia é como fazer amor: nunca se saberá se a nossa alegria é partilhada».
«A recompensa por termos sofrido tanto é, depois, morrermos como cães».
«Agimos sempre no sentido do destino»
«A força da indiferença! – é ela que tem permitido às pedras permanecerem imutáveis durante milhões de anos.»
«Um bom começo seria modificar o nosso passado».
«Antes de nascer, estávamos todos mortos».
«Nunca esquecer que, por baixo de tudo, o homem está nu».
«Sofrer é sempre culpa nossa».
«… a vida é dor e o amor correspondido um analgésico, e quem desejaria acordar no meio de uma operação?»
«Se é verdade que nos habituamos à dor, como é que, com a passagem dos anos, sofremos cada vez mais?»
«E acima de tudo, ter presente que fazer poesia é como fazer amor: nunca se saberá se a nossa alegria é partilhada».
«A recompensa por termos sofrido tanto é, depois, morrermos como cães».
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