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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Da poesia

A propósito de uma (re)leitura de Paul Celan apetece-me escrever o seguinte comentário: Ao contrário dos críticos, que parecem não ter dúvidas sobre o que escrevem, os poetas são as pessoas mais hesitantes deste mundo e nunca têm certezas, apenas intuições. Por isso, os primeiros avançam sempre por avenidas pejadas de admiradores, enquanto os segundos trilham carreiros solitários à beira do abismo. «Vivemos sob céus sombrios e... existem poucos seres humanos. Talvez por isso existam também tão poucos poemas», escreveu Celan. Noutra altura, afirmou: «A poesia já não se impõe, expõe-se». Isto antes de haver facebook! Por mim, acho que os verdadeiros poetas não andam a gritar aos quatro ventos que o são. Prefiro os que se isolam para ir «ao fundo da alma buscar os olhos para ver o mundo». Como dizia Celan: «Só mãos verdadeiras escrevem poemas verdadeiros».

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Auto-retrato em Mora

domingo, 29 de agosto de 2010

Baixa (ontem)

sábado, 28 de agosto de 2010

Gulbenkian (ontem)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

La Danse



Parque das Nações (hoje).

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Tomar (ontem)



Auto-retrato com candeeiro


Nos meus auto-retratos não me exponho. Escondo-me. É o meu reflexo, a minha sombra ou o meu fantasma que procuro desmascarar. O que o meu olhar procura é, sempre, o que não conseguirei ver.

Totens


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