Quando contava 85 anos (em 1984), Jorge Luis Borges declarou numa entrevista: «Sim, estou certo de ser mais feliz hoje do que quando era jovem. Quando era jovem, esforçava-me para ser infeliz, por razões estéticas e dramáticas. Queria ser Hamlet ou Raskolnikov, ou Byron, ou Poe, ou Baudelaire. Agora não. Agora resigno-me a ser quem sou. Não atingi a felicidade – ninguém a atinge – mas atingi uma certa serenidade e isso já é muito. De resto, a procura da serenidade parece-me uma ambição bem mais razoável do que a procura da felicidade».
Quando se tem 85 anos, que pode ser a felicidade senão a serenidade precisamente? Quem me dera chegar a essa idade com a lucidez que ela demonstrou nessa entrevista, cheio de projectos como ele estava e fazendo minhas as suas palavras: «Procuro não pensar no passado, tento viver projectando-me no futuro».
Mostrar mensagens com a etiqueta Jorge Luis Borges. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jorge Luis Borges. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 23 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Um poema de Jorge Luis Borges
Ya no seré feliz. Tal vez no importa.
Hay tantas otras cosas en el mundo;
un instante cualquiera es más profundo
y diverso que el mar. La vida es corta
y aunque las horas son tan largas, una
oscura maravilla nos acecha,
la muerte, ese otro mar, esa otra flecha
que nos libra del sol y de la luna
y del amor. La dicha que me diste
y me quitaste debe ser borrada;
lo que era todo tiene que ser nada.
Sólo me queda el goce de estar triste,
esa vana costumbre que me inclina
al Sur, a cierta puerta, a cierta esquina.
Hay tantas otras cosas en el mundo;
un instante cualquiera es más profundo
y diverso que el mar. La vida es corta
y aunque las horas son tan largas, una
oscura maravilla nos acecha,
la muerte, ese otro mar, esa otra flecha
que nos libra del sol y de la luna
y del amor. La dicha que me diste
y me quitaste debe ser borrada;
lo que era todo tiene que ser nada.
Sólo me queda el goce de estar triste,
esa vana costumbre que me inclina
al Sur, a cierta puerta, a cierta esquina.
Etiquetas:
Jorge Luis Borges,
Poema
Subscrever:
Mensagens (Atom)