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sábado, 15 de outubro de 2011

O mausoléu da família Racic






O mausoléu dos Racic, rica família de armadores de Cavtat, foi erguido em 1921. Todo construído de pedra branca vinda da ilha de Brac, a obra foi concebida pelo escultor Icvan Mestrovic (1888-1962). O local é fabuloso, lindo de verdade, com a sua cúpula coberta por cabeças de anjos. Quatro estátuas representam os evangelistas e toda a simbologia remete para as três etapas da vida: o nascimento, a vida e a morte. No sino (feito do mesmo bronze da porta) está inscrita a frase: «Descobre o segredo do amor para desvendar o segredo da morte e acreditar que a vida é eterna».
A família Racic (o casal e os seus dois filhos) morreu toda em consequência da terrível gripe espanhola que, entre 1918 e 1919 matou mais de cinquenta milhões de pessoas só na Europa.

Cavtat







Antes de regressar a Lisboa, ainda tivemos tempo de visitar Cavtat, a que os gregos chamavam Epidaurum.
Situada a uns vinte quilómetros de Dubrovnik, é a cidade mais a sul da Croácia, quase junto à fronteira com o Montenegro. Tomámos lá um bom banho de mar, a Raquel e eu, enquanto o Lucas dormia no seu carrinho.
A terrinha é encantadora com as suas casinhas renascentistas muito bem alinhadas e, frequentemente, floridas, mas o que mais gostei do cemitério (mais um com uma vista magnífica sobre a povoação e o mar) e, sobretudo, do mausoléu da família Racic, que merece uma entrada à parte.

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