terça-feira, 31 de julho de 2012

Meco (ontem)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Da série «As mínimas coisas»

Desabafo

Depois de ter passado tantos anos a defrontar demónios, tenho agora que combater também os anjos!

Da alegria

A alegria mais profunda é serena. E silenciosa.

Confissão

Tenho este grande defeito: só amo quem me ama. De resto, só tenho defeitos, como toda a gente sabe. As qualidades foram todas para os outros.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Cala Conta

Marc Augé: «Sur la plage on passe le temps et le temps passé ne se rattrape qu’à la plage»

Cães

Brrru tal

domingo, 22 de julho de 2012

O senhor (quase) transparente

Jardim Gulbenkian (hoje)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

I think I feel better...

Metro

Eléctricos

Um homem é também aquilo que vê.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Alfama (ontem)

Certos dias, aos meus olhos, Lisboa é um espectáculo mágico.

A caminho de casa

«Nothing prevents me from being a writer except laziness» (Susan Sontag in Reborn)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

C'est un rêve mon petit

domingo, 1 de julho de 2012

Espelho

«Il n'y a pas, en cette vie, de natural vraiment naturel» (Henri Michaux in Face a ce qui se dérobe)

sábado, 30 de junho de 2012

Parque do Tejo

Ryszard Kapuscinski in Autoportrait d'un Reporter: «C'est mon univers, une fôret de choses et je vis en voyageant dedans. Pour comprendre le monde, il faut le pénétrer aussi profondément que possible».

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Campo de Ourique

Linha d'água

Dois idosos, sentados num banco de jardim, contemplam um pequeno lago. Ouve-se o sussurro das árvores agitadas pela brisa e os pardais que por ali passam constantemente.

ELA (suspirando) – Na sua infinita sabedoria, Deus há-de ter em conta a forma como as pessoas envelhecem.

ELE – Será que, aos olhos de Deus, envelhecemos?

ELA – Tens razão. Para Ele o tempo deve passar tão lentamente que nada chega verdadeiramente a acontecer.

ELE – Pergunto mesmo se, para Ele, a vida e a morte não são exactamente a mesma coisa.

Ela ri. Um esquilo surge do nada e sobe à árvore à sombra da qual eles conversam.

ELE – Repara: este lago é um espelho para as nuvens.

ELA – Repara: vêm morrer aqui todos os ruídos da cidade…

Pausa.

ELE – Tudo o que aqui vemos podia dar origem a um verso.

ELA – O que eu gostaria mesmo, seria que me amasses como a brisa sopra. E senti-lo como a superfície do lago sente o vento.

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