terça-feira, 31 de julho de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
domingo, 22 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
domingo, 1 de julho de 2012
Espelho
«Il n'y a pas, en cette vie, de natural vraiment naturel» (Henri Michaux in Face a ce qui se dérobe)
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Vila Nova da Barquinha
sábado, 30 de junho de 2012
Parque do Tejo
Ryszard Kapuscinski in Autoportrait d'un Reporter: «C'est mon univers, une fôret de choses et je vis en voyageant dedans. Pour comprendre le monde, il faut le pénétrer aussi profondément que possible».
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Parque do Tejo
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Linha d'água
Dois idosos, sentados num banco de jardim, contemplam um pequeno lago. Ouve-se o sussurro das árvores agitadas pela brisa e os pardais que por ali passam constantemente.
ELA (suspirando) – Na sua infinita sabedoria, Deus há-de ter em conta a forma como as pessoas envelhecem.
ELE – Será que, aos olhos de Deus, envelhecemos?
ELA – Tens razão. Para Ele o tempo deve passar tão lentamente que nada chega verdadeiramente a acontecer.
ELE – Pergunto mesmo se, para Ele, a vida e a morte não são exactamente a mesma coisa.
Ela ri. Um esquilo surge do nada e sobe à árvore à sombra da qual eles conversam.
ELE – Repara: este lago é um espelho para as nuvens.
ELA – Repara: vêm morrer aqui todos os ruídos da cidade…
Pausa.
ELE – Tudo o que aqui vemos podia dar origem a um verso.
ELA – O que eu gostaria mesmo, seria que me amasses como a brisa sopra. E senti-lo como a superfície do lago sente o vento.
ELA (suspirando) – Na sua infinita sabedoria, Deus há-de ter em conta a forma como as pessoas envelhecem.
ELE – Será que, aos olhos de Deus, envelhecemos?
ELA – Tens razão. Para Ele o tempo deve passar tão lentamente que nada chega verdadeiramente a acontecer.
ELE – Pergunto mesmo se, para Ele, a vida e a morte não são exactamente a mesma coisa.
Ela ri. Um esquilo surge do nada e sobe à árvore à sombra da qual eles conversam.
ELE – Repara: este lago é um espelho para as nuvens.
ELA – Repara: vêm morrer aqui todos os ruídos da cidade…
Pausa.
ELE – Tudo o que aqui vemos podia dar origem a um verso.
ELA – O que eu gostaria mesmo, seria que me amasses como a brisa sopra. E senti-lo como a superfície do lago sente o vento.
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