domingo, 29 de abril de 2012

Benfica

Águia

Oscar Wilde em O declínio da Mentira: «As coisas só existem porque as vemos. Mas existe uma grande diferença entre olhar e ver. Não vemos verdadeiramente um objeto se não vemos como é belo. Só então ele existe verdadeiramente.»

World Press Photo 2012

A exposição World Press Photo 2012 pode ser vista no Museu da Eletricidade, em Belém, onde permanecerá até 20 de Maio. Estão patentes mais de 160 fotografias, todas extraordinárias, e a entrada é livre.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Boris Mikhailov


Adquiri recentemente um pequeno livro, da Phaidon, com fotografias de Boris Mikhailov, o fotógrafo russo que tanto admiro, sobretudo depois de ter visto na FOAM de Amesterdão, aqui há uns anos, uma exposição retrospetiva do seu trabalho. Para além da sua evidente dimensão política que, para mim, vai muito mais além do que a mera crítica ao comunismo e ao pós-comunismo soviéticos, o que mais admiro nele é o seu desprezo pelos cânones estéticos vigentes. Para este russo dos sete costados ( provavelmente, ninguém conhece como ele a «alma russa», sendo que aos meus olhos, ele é um descendente direto de Dostoievski e Gogol), a beleza é, pura e simplesmente, a verdade, tal como ele a vê.
A sua obra vem dos anos 60 e compreende muitas fases, já que ele é um experimentador nato. A fim de apreender a complexidade do que vê e sente, Boris mudou várias vezes a sua maneira de abordar a fotografia, mas sem nunca prescindir do essencial; ou seja, daquilo que faz dele um artista único e indomável.
É verdade que ele tem tendência para ver o mundo sob a sua luz mais crua e cruel, mas fá-lo sempre com um sentido de humor que tem tanto de terno como de corrosivo, pois as suas fotos são as de um revoltado que está ao lado dos mais frágeis e desprotegidos.
Como não podia deixar de ser, nos últimos anos, o seu tema principal é a decadência, não apenas da sociedade em que vivemos, mas também a dos seres e, sobretudo, a sua própria. Nesse aspeto, o seu olhar sobre o seu próprio corpo é de uma lucidez quase sufocante, sem complacências, como se através das suas fotos e, nomeadamente, dos seus famosos autorretratos, ele procurasse enfrentar a morte para lhe rir na cara. Nada menos.

Jardim da Estrela






Como dizia Cartier-Bresson, «eu estava lá, eis a vida tal como a vi naquele momento».

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Baixa (hoje)






O fotógrafo «escreve» com o que vê.

domingo, 15 de abril de 2012

Da morte

Epicteto: «Se já está na hora de morrer, vou andando; se ainda não chegou o momento, vou almoçar, pois está na hora de o fazer. Depois morrerei. Como? Como convém a um homem que restitui o que não lhe pertence».

Dos sonhos


Por vezes penso que só nos sonhos é que estou verdadeiramente acordado.

Amoreiras



Flores


Baudelaire, citado por Philippe Sollers: «L'orage rajeunit les fleurs».

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Auto-retratos



Auto-retratos em família, numa casa de banho da Baixa-Chiado. Primeiras fotos que publico no blogue tiradas com o iPhone 4s.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Béla Tarr



Acabo de ver Kárhozat (Damnation) um filme, minimalista e sombrio, do Bela Tarr, realizado em 1988. A história passa-se numa cidade perdida da Hungria, quase sempre debaixo de chuva, onde um homem pessimista e solitário procura ganhar o amor de uma cantora casada. Os rostos são inesquecíveis e os diálogos altamente improváveis, mas o melhor do filme é, sem dúvida, a fotografia (a preto e branco), belíssima. Na verdade, o filme é, todo ele, uma verdadeira lição de fotografia, com enquadramentos perfeitos e um jogo entre as sombras e a luz que raia o sublime. Ainda agora acabei de o ver e já me apetece revê-lo.

domingo, 8 de abril de 2012

Amoreiras



Auto-retrato

terça-feira, 3 de abril de 2012

Graffiti


Com a idade, tornei-me um apaixonado das coisas mais simples, mais calmas, mais ponderadas. Gosto cada vez mais imoderadamente da moderação. O mundo está assim feito que a cada idade correspondem certas emoções. Vão-se perdendo umas, ganhando-se outras. O que me leva a dizer: uma das coisas boas da fotografia é dizer-nos a idade que temos ou, se preferirem, o estado de espírito em que nos encontramos.

Feira popular






Ver é interpretar, interpretar é pensar e pensar é imaginar. Ver é, pois, «inventar» o real, pelo que fotografar é, de algum modo, sonhar. No domingo, em Torres Novas, voltei a ser menino por alguns minutos.

À procura de Narciso em Torres Novas

Carneiros



Joel Meyerowitz: «I photograph to see what I’m interested in».

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