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Se não sou o fã nº 1 de Andrew Bird, ando lá perto. Acho-o um compositor de génio, do tipo que eu gosto: discreto e despretencioso. Para mais, o rapaz é, para além de um verdadeiro homem-orquestra, genuinamente simpático e comunicativo. Basta ouvir o seu célebre assobio: quem assim exprime só pode ser um gajo porreiro. A cada novo disco, gosto mais dele e se Armchair Apocrypha, o opus anterior, era uma maravilha (apesar de alguns afirmarem que era mais fraco do que o costume), Noble Beast é ainda melhor. Nele, Bird reata com a inspiração dos seus primeiros álbuns (nomedamente The Swimming Hour, de 2001 e, principalmente, Weather Systems, de 2004). Discos onde beleza rimava com leveza, e fragilidade com densidade. Ultimado em Nashville com a preciosa ajuda de Mark Nevers (homem-chave por detrás do sucesso dos Lambchop) Noble Beast é o disco primaveril por excelência. Ouvindo-o, imagino-me deitado numa nuvem em companhia de um anjo musical. E se o seu violino me mandasse atirar lá de cima cá para baixo, eu atirava-me de olhos fechados, tal a fé que tenho no poder da sua música.
1 comentário:
Tem graça, ainda hoje vim a ouvir no carro o 'Noble Beasts'. Tenho todos os álbuns do rapaz, mas este último é qualquer coisa...
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